São Carlos, 09 de fevereiro de 2009.
Projeto: Sarau itinerante: práticas coletivas de eco-leituras
Oficina:
Dr. Sidney Barbosa
A intenção de fazermos oficinas introdutórias aos temas centrais que norteiam nosso projeto foi a de equiparamos minimamente nossas percepções sobre a leitura, a literatura, o meio ambiente, e em seguida e ao mesmo tempo, a aproximarmos ao contexto dos espaços de vida comunitários que transpassam a academia. E como diferentes e interdisciplinares vozes compõe nosso grupo, ou, como bem enfatizou o prof. Sidney Barbosa, nossa equipe, e ainda, como diferentes vozes integrarão nosso fazer, sentimos uma necessidade inicial de ajustarmos nossos discurso e nossas orientações teóricas para darmos um pouco mais de unidade ao nosso fazer.
Nesse sentido foi conduzida a primeira oficina oferecida, nessa ocasião, pelo Prof. Dr. Sidney Barbosa, membro do Projeto. Inicialmente e ao longo de toda sua envolvente explanação, nos foi ressaltado importância de nos percebermos como equipe, que tem como principal objetivo, trabalhar (já que esta é nossa obrigação social e institucional) em prol de uma libertação, ou ainda, a favor de esclarecimentos (nesse momento, ideias e pensadores iluministas foram mencionados em sua fala) que possibilitem a comunidade enxergar alguns outros caminhos possíveis para “ler” sua realidade. Não de um modo melhor ou pior, mas diferente.
Teoricamente, prof. Sidney nos ofereceu um passeio monitorado sobre a história e os conceitos da literatura. Prerrogativas e entraves que estimularam e desafiaram as práticas de escrita e leitura ao longo de nosso processo civilizatório foram apresentados. Especialmente, nos foi enfatizada a perspectiva amplificadora de entendimento da linguagem, estruturada por Sausurre, expandida por Focault, socializada por Paulo Freire. Isso para não perdermos de vista que precisamos aproximar o erudito ao popular, e vice versa e que a aproximação da academia a comunidade se dará a partir do bom uso da linguagem.
Nosso palestrante nos esclareceu também algumas particularidades da sociedade brasileira, nos lembrando do primeiro capítulo de Casa Grande e Senzala, em que as dicotomias culturais e comportamentais de nossa sociedade são descritas por Gilberto Freire. Isso para nos inserirmos mais no contexto de nossas ações sociais no plano nacional.
Dentre tantas outras relevantes informações, a oficina foi encerrada com uma indicação bibliográfica preciosa (que descreveremos em repertório específico), e indicação de leituras para reflexão e discussão em nossos próximos encontros.
terça-feira, 24 de março de 2009
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